I DON'T REALLY CARE, DO YOU?

Às vezes, sem qualquer motivo aparente, costumava ir pesquisar nas redes sociais algumas pessoas que fizeram parte da minha vida e que já não fazem, de ex-amigos a ex-qualquer coisa. Não era aquele stalking forte, só a curiosidade de saber o que fazem da vida, como estão, se continua tudo na mesma. Às vezes dão-me esses ataques de curiosidade, como se não estivesse melhor assim, e lá vou eu ver como estão. Mas hoje não. Nem ontem. Nem na semana passada. Nem no mês passado.

Apareceu-me um nome familiar nas sugestões de uma rede social e o meu dedo quase clicou nesse nome. Quase. Mas depois dei por mim a pensar: importa-me mesmo saber como está a vida desta pessoa que só lixou a minha? E não, não importa. Tal como não importa saber o que se passa na vida de quem saiu da minha vida só porque sim, sem maus motivos. Há uma razão para eu não seguir pessoas de que não gosto ou pessoas que não me dizem absolutamente nada (ou que não publicam fotografias de jeito no Instagram) e essa razão é mesmo a de não me importar.

Quando não estava praticamente meio mundo nas redes sociais era tão mais fácil as pessoas saírem da vida uma das outras. Mesmo que houvesse curiosidade, não havia facilidade em encontrá-las. Agora essas pessoas estão nas redes sociais. Até aparecem nas sugestões de amigos. Não é tão fácil. Mas se a vida segue e se segue tão melhor do que antes... para quê ir ver perfis de estranhos com quem partilhamos apenas algumas memórias? É sair das redes sociais e ir fazer algo melhor. Como escrever sobre isso. Ou outra coisa qualquer.


2 Theories So Far

  1. Há coincidências surpreendentes, esta semana dei por mim a pensar nesta questão. A vida segue um rumo que nem sempre esperamos e, por isso mesmo, há pessoas que fizeram imenso sentido em determinadas alturas, mas que hoje não permanecem na nossa realidade. E não há mal nisso. Torna-se mais tóxico quando entramos nesse constante reavivar de memórias, porque, no fundo, acalentamos a esperança de voltar a ser tudo como era. Até que chega ao dia em que, felizmente, fechamos a porta e percebemos que estamos melhor assim

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  2. Confesso que também me acontecia muito isso, de ir ver como estão e o que têm andado a fazer. Mas fui percebendo, tal como tu, que se a vida corre e eu estou bem, não há necessidade de as procurar. Porque cada vez mais acredito que as pessoas vêm à nossa vida com um propósito e muitas ficam pelo tempo que têm de ficar, logo, se foram embora, é porque não fazem sentido nela. Às vezes custa a compreender, mas é a realidade.
    Sei que, provavelmente, ainda vou ter alguns desses ataques de curiosidade, mas sei que também vão diminuindo porque aprendi a deixar ir e a saber ficar com os que tenho.

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