AND NOW OUR WATCH HAS ENDED

críticas, escrita e o fim de Game of Thrones
Há uns anos alguém avaliou um dos meus livros no Goodreads com uma estrela. Vi a avaliação uns tempos depois e fiquei ofendida, chateada e triste. Está bem que o livro não é uma obra de arte, tem erros e se fosse hoje seria diferente, mas uma estrela? Porra, que raio de avaliação! Não acho que merecesse. Quase comentei a avaliação a perguntar qual era o problema do livro, mas depois não o fiz. O Goodreads mostra uma mensagem que diz: Ok, you got a bad review. Deep breath. It happens to every author eventually.* Foi algo que me ficou na cabeça. Recentemente recorri a algumas pessoas para lerem o meu livro em primeira mão, com consciência de que as opiniões são válidas, mas não tenho de concordar com tudo ou de as levar demasiado a peito.

Porque é que estou a contar isto? Porque é impossível agradar a todos e nem sempre vamos gostar do rumo das histórias, principalmente quando somos milhões a ver algo e temos nas redes sociais o local ideal para encontrar pessoas que se sentem como nós. Sim, meus caros: estou a falar de Game of Thrones e, principalmente, do último episódio de sempre. Terminar uma história não é fácil, principalmente depois de anos e com o mundo todo de olhos postos no que estamos a fazer. Tendo em conta que demorei anos a fazer as pazes com o final de How I Met Your Mother, confesso que já estava preparada para me desiludir com a temporada final. Não aconteceu.



CONTA-ME HISTÓRIAS: PEDRO E RODRIGO [2]

Conta-me Histórias 1x04 - "Pedro e Rodrigo [2]"
O conto de Abril chegou tão atrasado, mas tão atrasado, que poderia perfeitamente ser sobre a CP. Não é. Apesar do atraso, e tal como foi prometido, o conto de Abril, publicado ontem, é a continuação do conto de Fevereiro. Já sabem que, além de seguirem o Medium, a melhor forma de saberem assim que um novo conto está disponível é seguir-me nas redes sociais (@asofiaworld no Twitter, Instagram e Facebook). Se não leram a primeira parte, ou precisam de avivar a memória, podem ler a publicação sobre esse conto aqui. Tal como já estão habituados, a publicação que se segue contém informações sobre o conto, pelo que, se ainda não o fizeram, convido-vos a...

LER CONTO AQUI



CRÓNICA DOS BONS MALANDROS [MÁRIO ZAMBUJAL]

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Review: "Crónica dos bons malandros" - Mário Zambujal
Na primeira vez em que li este livro estava no comboio para Lisboa. Ia sozinha, na ponta da carruagem, e só havia passageiros mais para o meio. Provavelmente, foi o que me safou de uma vergonha maior. Isto porque eu ri alto várias vezes enquanto lia, tantas vezes que acredito que teria sido chamada à atenção se houvesse pessoas mais perto. Posso dizê-lo com certezas: Crónica dos Bons Malandros é um dos meus livros portugueses preferidos e, por isso mesmo, era uma falha óbvia nunca ter falado dele.

Tudo começa quando a quadrilha de Renato, o Pacífico, tem uma proposta para fazer um assalto como nunca antes visto ao Museu Gulbenkian. O grupo planeia fazer algo inesquecível para conseguir as peças, mas antes Mário Zambujal introduz a história de cada membro da quadrilha: Pedro Justiceiro; Silvino Bitoque; Adelaide Magrinha; Arnaldo Figurante; Flávio, o Doutor; e Marlene e Renato, o Pacífico.



A IMPORTÂNCIA DA AUTO-HONESTIDADE

Desafio 21 dias de journaling para auto-reflexão - Filipa Maia
Terminei na semana passada o Desafio dos 21 Dias de Journaling, criado pela Filipa Maia. Como foi uma experiência de que gostei e que me fez pensar muito, achei que fazia todo o sentido falar-vos melhor sobre ela e sobre o que trouxe à minha vida. Mas para isso precisamos de recuar um bocadinho.



TBC: FÚRIA DIVINA [JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS]

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The Bibliophile Club: Fúria Divina - José Rodrigues dos Santos
De tudo o que já li de José Rodrigues dos Santos, tanto ficção como não-ficção, o Fúria Divina sempre foi um dos meus preferidos. Em ficção é mesmo aquele de que mais gosto. Li-o durante o secundário e acabei por comprar um exemplar numa feira do livro organizada na escola. Agora que o reli não gostei tanto como me lembrava de ter gostado, mas já lá vamos. Fúria Divina é o quarto livro da saga de Tomás Noronha mas não acho obrigatório ler os anteriores para ler este. Neste livro o historiador, criptanalista e professor Tomás Noronha é chamado pela CIA para ajudar a decifrar uma mensagem da Al-Qaeda, visto que Tomás também tem conhecimentos sobre o Islão e sabe falar árabe.

Além de o género ser semelhante, também a estrutura dos livros de José Rodrigues dos Santos lembra os livros de Dan Brown, porque os capítulos são alternados. Neste caso, um capítulo foca-se em Tomás e o outro num rapaz muçulmano chamado Ahmed. Inicialmente não sabemos como é que as duas histórias se cruzam, até porque demoramos uns capítulos a perceber qual o espaço temporal em que ambas decorrem, mas depois percebemos rapidamente como é que tudo acontece.