RAPARIGAS COMO NÓS [HELENA MAGALHÃES]

*esta publicação inclui links de afiliados*
Raparigas como Nós - Helena Magalhães
Quem me acompanha há algum tempo é capaz de saber que adoro literatura young adult e leio muita... em inglês. Isto acontece por vários motivos e um deles é não encontrar literatura do género, escrita em português, que me agrade e que sinta que vale a pena. Ora, quando soube que vinha aí o segundo livro da Helena Magalhães não esperava que fosse um livro young adult. Nem quando soube o título esperei este tipo de livro. Esperava mais um livro de crónicas, mas a Helena surpreendeu-me e trouxe o tipo de história que sinto que falta em Portugal.

Raparigas Como Nós é um romance jovem adulto relatado entre 1999 e 2004, ali entre Cascais e Lisboa, com um saltinho a Madrid que vou ignorar para não estragar a história. A Isabel, que é a narradora do livro, e a Alice vão sair à noite com o namorado da Alice e os amigos neandertais dele, algo que deixa Isabel pouco entusiasmada. Essa noite acaba por mudar a vida dela porque conhece Afonso. Quando Isabel encontra, inesperadamente, Simão, a paixão de adolescência, acaba por se questionar se essa paixão pode marcar o resto da vida. De traições a drogas, passando saídas até de manhã, o livro tem um bocadinho de tudo de uma geração que não tinha redes sociais.



OBJECTIVOS DE 2019? A VIDA TROCOU-ME AS VOLTAS.

objectivos 2019
No início de 2019, como em todos os anos, estabeleci alguns objectivos para o ano e até falei um bocadinho sobre o assunto numa publicação sobre o que podiam esperar do blog durante este ano. Como é normal, só conseguimos controlar acontecimentos até um certo ponto e, agora que o meio do ano se aproxima, percebi que vou ter de repensar os meus objectivos.

O primeiro objectivo que alterei esta semana foi o de ler 75 livros este ano. No dia em que estou a escrever, já li 31, mas, tendo em conta o ritmo a que estou a ler, acho que não vou conseguir chegar aos 75 e, por isso, alterei a meta para 65, que acredito ser o número de livros que vou ter terminado no final do ano.



1001 ÁLBUNS PARA OUVIR ANTES DE MORRER: OS ANOS 50

1001 Albums You Must Hear Before You Die: Anos 50
Já fez mais de um ano desde que comprei o 1001 Albums You Must Hear Before You Die por isso é preciso dizer que tenho alguma vergonha em dizer que só terminei no início de Maio o capítulo mais curto, dedicado aos álbuns dos anos 50. Verdade seja dita: no ano passado não fui nada certinha nisto e andei mais a folhear o livro do que a segui-lo. Mas agora está a ir tudo por ordem e está a ser uma pequena maravilha.



HASHTAG VERGONHA HETERO

hashtag vergonha hetero
Há algo de inacreditável nas coisas que, por vezes, vemos por aí. Inacreditável é a palavra que me vem à cabeça porque ainda não consigo acreditar que alguém defenda que deve haver algo chamado orgulho hetero. Inicialmente pensei que era brincadeira parva. Afinal, não vejo motivo para nós, heterossexuais, precisarmos de mostrar orgulho por nos sentirmos atraídos exclusivamente por pessoas do género oposto. Depois percebi que há mesmo umas mentes iluminadas que realmente acreditam que, se há um mês de orgulho LGBTQ+, devia haver algo de orgulho heterossexual. Parem o mundo, por favor! Quero sair!

Ainda recentemente comentava com um amigo como toda esta história do orgulho hetero é a coisa que mais me faz sentir vergonha de ser heterossexual. É que, vejamos, orgulho de quê? Orgulho pelo quê? Orgulho porque nunca tive de recear contar a alguém a minha orientação sexual? Orgulho porque se eu disser que tenho namorado ninguém vai estranhar? (se calhar estranham, mas isso é outra história) Orgulho porque ninguém me julga com base na minha orientação sexual? Porque não sou gozada por gostar de rapazes? Orgulho pelo quê? Podem dizer-me, porque eu não sei mesmo a resposta.



HOLD STILL [NINA LACOUR]

*esta publicação inclui links de afiliados*
Hold Still - Nina LaCour
Tenho sempre receio de ler livros onde, por algum motivo, se aborde o suicídio. Tenho receio da forma como introduzem o tema, como o explicam e até mesmo da responsabilidade que é necessária para tratar o tema. Hold Still, da Nina LaCour, é um livro complicado, que deixa um nó na garganta e que mostra que é possível falar correctamente sobre saúde mental num livro para jovens adultos, sem sensacionalismo, sem irresponsabilidade.

A história resume-se assim: a melhor amiga de Caitlin, Ingrid, morreu por suicídio e Caitlin é deixada sozinha, com milhares de perguntas e dúvidas. A nova aluna da escola, Dylan, tenta aproximar-se dela e criar amizade, mas Caitlin não sabe até que ponto está pronta para uma nova melhor amiga. Quando Caitlin encontra o diário de Ingrid, começa a lê-lo, em busca de respostas, mas nem tudo o que ela encontra é fácil de assimilar.