1+3 | UMA REGRA

1+3 - uma regra
De todos os temas já lançados do Desafio 1+3, este foi aquele que mais me fez pensar. Uma regra? Mas uma regra como? Ai! Mas que regra? Mas eu não sigo regras (#rebelde)! Ok, claro que sigo regras! Mas então de que regra vou falar? S-O-C-O-R-R-O! (...) Quando passou o drama, soube exactamente a regra de que queria falar, que até tem a ver com o drama da escolha da regra: quando começo a pensar demasiado é a altura em que tenho de parar.

Há um episódio de How I Met Your Mother, na terceira temporada, em que o Barney é rejeitado pela mulher com quem perdeu a virgindade e isso afecta-o de tal forma que, mais tarde, ele está numa festa da Victoria's Secret e não consegue ser coerente quando fala com as modelos. Até que a Heidi Klum vem e explica ao Barney e ao Ted que é melhor o Barney ter cuidado e não pensar demasiado pois, caso contrário, ainda ficará com the yips, algo como um bloqueio. Isto é precisamente o que me acontece quando começo a pensar demasiado sobre algo: acabo por me sentir bloqueada e não consigo agir. Era mais ou menos isso que estava a acontecer com este texto, era isso que acontecia durante muito tempo sempre que eu tentava escrever ficção. E era muito limitador.

Foi assim que decidi impor algo a mim própria: sempre que começo a pensar demasiado sobre algo tenho de parar, abstrair-me, deixar o assunto de lado e ir fazer outra coisa. Isto causa muitas discussões mentais, mas tive de o fazer porque, caso contrário, havia muitas coisas que não estariam feitas. Parece algo perfeitamente normal, se calhar nem acham nada extraordinário, mas acreditem que se torna muito complicado quando queremos fazer algo e o nosso cérebro grita motivos para não fazermos, motivos pelos quais não vai correr bem, motivos pelos quais não importa. Não é fácil, mas quando conseguimos dar a volta percebemos também o quanto nos limitamos por pensarmos demasiado em algo que devia ser simples. Como escrever um texto sobre uma regra.




UM ANO SEM CHESTER

chester
Há um ano, perto do final da tarde, enquanto procrastinava à grande e verificava o feed do Twitter em vez de estar a fazer o projecto final da minha pós-graduação, vi um tweet muito mau. Dizia que o Chester tinha morrido. Ignorei. Ignorei porque não podia ser verdade. Não podia. Depois vi outro. E outro. Gritei de dor e caí no chão a chorar. Quando a minha mãe chegou à sala eu só conseguia dizer o Chester não, o Chester não. Estive mais de duas semanas a dormir mal, a chorar diariamente, a não saber o que fazer, o que dizer, como reagir. Passou um ano. Não sei como, mas passou. E eu continuo sem saber o que fazer, o que dizer, como reagir. Há dias bons, em que ouvir Linkin Park é bom e me deixa imensamente agradecida por ter feito parte do mesmo mundo que o Chester, por ter tido o privilégio de o ouvir, de o ver ao vivo. Há dias maus, em que só um acorde de uma música me faz desfazer em lágrimas porque dói muito saber que vivo num mundo onde o Chester não voltará.

Aquilo que aconteceu há um ano fez-me questionar muito do mundo e da vida. Quando comecei a ver o esforço dos fãs em dar apoio e alento a outros fãs, o esforço do Mike e do resto da banda em estar presente para os fãs, a força da Talinda e o trabalho dela a tentar promover um mundo mais consciente sobre a saúde mental... soube que também queria fazer alguma coisa, por mais insignificante que fosse. E tenho tentado. Por isso, neste dia em que ainda me faltam palavras, quero aproveitar para vos lembrar que a saúde mental é muito importante e nunca sabemos aquilo que vai na cabeça de outra pessoa, as lutas que trava, as dores que tem. Não é por ser mental que é menos importante, não é por ser mental que não tem de se lidar com ela. 

Se a vossa mente está a encher-vos de demónios com os quais não conseguem ou não sabem lutar, por favor, procurem ajuda. Procurem os vossos amigos, a vossa família ou procurem logo um profissional. Não vai ser sempre fácil. Vai haver dias em que sair da cama vai ser uma luta gigante, vai haver dias em que quase vão esquecer-se de que têm demónios a assombrar-vos. Talvez seja uma luta curta, talvez tenham de lutar para sempre. Mas tentem. E parem de assumir coisas sobre saúde mental, sobre depressão, sobre morte por suicídio. Em vez disso, aprendam a reconhecer sinais, aprendam a importância da saúde mental, estejam presentes e tenham noção das coisas que dizem ou que fazem.

Parece impossível que tenha passado um ano, principalmente quando às vezes ainda parece impossível que o Chester já não esteja cá. Talvez ainda esteja. Em cada música, em cada letra, em cada momento que recordamos dele. #MakeChesterProud


DIETAS E DIETAS

alimentação saudável?
Irrito-me um bocadinho quando as pessoas falam do que não sabem. Principalmente quando isso pode induzir quem as ouve/lê em erro. Um dos casos é quando o assunto é alimentação. As pessoas parecem ter sempre opiniões a dar sobre alimentação, sobre o que se deve comer, sobre o que não se deve comer, sobre a forma como os outros comem e até sobre as dietas que deviam seguir. Ora, muitas vezes aquilo que as pessoas dizem é baseado em informações erradas e é arriscado saírem por aí a falar de dieta X ou alimento Y quando não sabem ao certo aquilo que estão a dizer. Isto tudo vem a propósito de duas situações que ocorreram esta semana, ambas no Instagram, curiosamente. Uma foi comigo, outra foi com uma influencer.

Se me seguem (@asofiaworld) sabem que de vez em quando partilho aquilo que como nas Stories e tenho partilhado várias vezes os batidos que bebo de manhã. Ora, esta semana partilhei um desses batidos e alguém me veio perguntar se estava a fazer uma dieta detox. Hum, não. No dia seguinte, alguém decidiu dar conselhos nutricionais à Mafalda Sampaio e, ao que vi, foram péssimos conselhos. Ora, eu nunca daria conselhos nutricionais... até porque não sou nutricionista. E é aí que as pessoas erram.

Isto de estar tudo na internet leva a que esteja muita porcaria no meio desse tudo e as pessoas lêem algo, levam logo a sério e esquecem-se de confirmar se é verdade ou não. Ora, muitas vezes a falta de informação leva a que as pessoas assumam algo como verdadeiro e não tentem saber o que é verdade ou não. No caso da comida, assumem que as dietas detox são boas, que determinados alimentos são bons para emagrecer e outros só engordam e acabam por começar dietas excessivamente restritivas sem terem qualquer noção daquilo que estão a comer.



13 SEGUNDOS

13 segundos - bel rodrigues
Que livrão, minha gente, que livrão! Eu ia com expectativas muito elevadas e estava com medo de me desiludir, mas é óbvio que a Bel não ia desiludir! O 13 Segundos é o primeiro livro a solo da Bel Rodrigues, escritora e youtuber brasileira, e saiu há uns dias. O canal da Bel é maioritariamente sobre livros e, por isso, quando soube que ela ia ter um livro fiquei completamente em êxtase! Para ser justa, ela já tinha escrito um conto para outro livro, mas não está disponível em Portugal nem em versão digital por isso este foi o meu primeiro contacto com a escrita da Bel e fiquei fã!

O 13 Segundos é a história da Lola. A Lola está no último ano do ensino médio (o equivalente português ao ensino secundário) e terminou um relacionamento há pouco tempo, por isso agora quer divertir-se e não entrar em dramas sobre o ex-namorado, o Leo. A Lola entretanto conhece o John, um rapaz que vai fazer intercâmbio para o Brasil, com quem ela acaba por se envolver. Há ainda o grupo de amigos da Lola, que é maravilhoso e que a incentiva a criar um canal de Youtube onde ela possa publicar os covers que faz. Parece estar tudo a correr muito bem, mas um dia um vídeo de 13 segundos muda a vida da Lola por completo.



NOS ALIVE 2018

nos alive 2018
Foram anos de desencontros. Anos em que não podia ir porque Lisboa é longe. Porque não podia gastar dinheiro. Porque a pessoa que prometeu ir comigo decidiu ir sem mim. Porque parecia que estava difícil encontrar-me com o meu querido Alex Turner. Então, quando em Janeiro os Arctic Monkeys foram anunciados no Alive eu sabia que não havia mais desencontros. Foi para isso que passei 2017 a juntar dinheiro: para acabar com os desencontros musicais. E foi assim que me estreei no NOS Alive!

A noite de concertos começou muito morna, com o Miguel Araújo. Nós nem vimos propriamente o concerto dele. Em vez disso ficámos só sentados a ouvir. Reconheci as músicas que tocam na rádio, mas continuo a achar a escolha um tanto peculiar. Depois veio o Bryan Ferry. Mais uma escolha que não me pareceu fazer muito sentido. O concerto foi muito bom, mas fiquei com a sensação de que se adequava melhor a outros tipos de festival, como o Cool Jazz, por exemplo.