'YOU BIT MY TONGUE ON A LISBON ROAD'*

*da música "No Reason To Cry", dos The Go-Betweens
Lisboa, o medo do desconhecido e o medo do conhecido.
Aqui há umas semanas passei umas longas horas sentada do chão à volta da praça de touros do Campo Pequeno. Entre conversas de circunstância, partilha de opiniões, corridas à porta dos artistas e queixumes sobre o facto de o tempo parecer não passar, tive tempo de sobra para pensar na vida. Tinha feito anos no início dessa semana e dias antes tinha estado a definir objectivos para os 21. Fazer 21 era algo que parecia longínquo há uns anos e tinha chegado a altura.

Dias antes, tal como estava a dizer, tinha definido objectivos. Viver em Lisboa era um objectivo antigo e, depois de o realizar, dei por mim a pensar várias vezes no e agora? Não fazia ideia. Sonho demasiado, tiro demasiadas vezes os pés do chão. Mas estava ali, sentada no chão, e, de repente, parecia que se tinha feito luz. Antes, o meu medo era ficar presa a Lisboa. Tenho noção de que a necessidade de querer viver desesperadamente noutra cidade era medo de ficar presa.

O medo do desconhecido há-de ser sempre grande, enorme, mas o medo do conhecido, de ficar mais tempo num local, de arriscar ficar, não lhe fica muito atrás. Naquele dia, farta de estar no chão, percebi que não estava pronta para deixar Lisboa. Tenho um pressentimento de que Lisboa ainda tem muito para me dar e foi por isso que, dias após ter deixado escapar um vou mudar-me para o Porto, soube que não o ia fazer. Não agora. Não por agora. Eu e Lisboa ainda temos umas contas a acertar, caminhos a percorrer e, claro, uns projectos a concretizar. Tenho a certeza de que Lisboa ainda me vai dar algo incrivelmente bom este ano. E eu vou ficar por cá a (vi)ver.


4 Theories So Far

  1. Eu adoro a cidade de Lisboa :))

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  2. Que bom! Eu sinto o mesmo em relação ao Porto, ainda tenho muito para fazer por lá!
    Beijinho*

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    Respostas
    1. Acredito que sim... e que ainda vais (vamos) aprender muito mais enquanto estivermos nas nossas cidades :)

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