nights were mainly made for saying things that you can't say tomorrow day

Aviso à navegação: este texto é tão aleatório que há partes aqui que nada têm a ver umas com as outras.

Nas aulas de História eu não conseguia decorar datas facilmente. Na vida, pelo contrário, sei demasiadas datas de cor. Demasiadas mesmo. Mais do que aquelas que devia. Uma delas é a de 31 de Outubro de 2013. Sei tantas outras, além desta. Mas tenho pensado nesta. São 3h13 da manhã e eu dei por mim a pensar no 31 de Outubro de 2013 e no 4 de Março de 2013. As datas e os acontecimentos das datas nem são importantes, mas hoje lembrei-me de algo que me disseram nessas datas e sei que muito na minha vida teria sido diferente se estas datas não tivessem acontecido. 

Tive uma noite boa (com um pormenor triste pelo meio, mas não é a minha história para a contar). Estive a assistir ao espectáculo "As Marias", do Raminhos, e dei por mim quase a chorar. Eu não choro em público facilmente e, ali, só não chorei baba e ranho porque me lembrei do 4 de Março. Nesse dia, uma pessoa disse-me que eu ia ser grande para o mundo. Mas eu hoje tive à minha frente uma pessoa enorme.

Quando me disseram que ia ser grande, eu acreditei. Não na frase, mas na pessoa. Acho que há sentimentos que nos fazem acreditar sempre naquilo que as pessoas que nos despertam esses sentimentos nos dizem. Hoje, não sei porquê, não mais acredito no que me foi dito. É que eu já não quero ser grande para o mundo. Daqui a sete horas e tal vou estar a levantar-me, de mau humor, por não ter dormido nada de jeito. Vou ver as novidades do meu pequeno mundo, tomar banho, resmungar comigo mesma por mal ter dormido, abusar do corrector de olheiras. Vou passar o dia cansada e sei que, à noite, não vou querer ser grande para mundo nenhum. Só vou querer dormir. 

Eu não acho que posso mudar o mundo. Sempre acreditei (e acredito) que posso mudar pequenas coisas. E são essas pequenas coisas que me fazem estar a escrever o texto mais aleatório de sempre. São quase 3h30. Acreditem quando vos digo que isto é aleatório. Não escrevia só por escrever, só por debitar pensamentos aleatórios... há séculos! E posso dizer-vos, sem problemas, que é possível que elimine o texto do blog daqui a umas horas, depois de dormir. Mas agora... agora vou divagar sobre amor, sobre grandiosidade, sobre algo que nada tem a ver com o espectáculo do Raminhos.

Daqui a dois dias, quando não estiver a soprar as velas do meu bolo de aniversário, vou pensar naquilo que marcou estes 20 anos e vou desejar não ter tão boa memória para datas. Vou desejar nunca mais recordar aquele dia em 2012, mas, acima de tudo, vou desejar ter muitas outras datas a recordar. 

Não nos definimos com números, nem com datas. Nunca nos definiremos com medos. Porque optamos por viver a arriscar, a dar passos em frente no escuro. Neste dia, pediste-me desculpa. Hoje, sou eu quem o faz: desculpa, mas talvez nunca deixe de te amar. Desculpa, mas nunca voltarei a amar-te. Sabes que dia é hoje? É dia de rasgar as promessas. Tantas que ficaram por cumprir. Queres saber uma coisa? Não queres? Eu digo na mesma: não acredites no que te escrevo agora, às quase 4 da matina. É demasiado tarde e a vida está cara. Não nos podemos dar ao luxo de dar descontos a qualquer um. Na verdade, não sei para quem escrevo agora. Mas escrevo. Só porque sim. E porque a esta hora todos temos descontos.


3 Theories So Far

  1. Eu esqueço-me de muitas coisas, mas se há cena que não me esqueço é de datas importantes.

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  2. portanto, cheguei aqui através da Tim e muitos parabéns.Apercebi-me que eu sou igual LOL mas há certas datas que ficam *

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