BEING ALONE VS. BEING LONELY: AN ESSAY ABOUT SOLITUDE

Being alone vs. Being Lonely
Não sei se é por ser filha única, se é por estar habituada a estar sozinha ou, ainda, se é por andar a ler demasiado sobre yoga, meditação e a importância de algum me time. Na verdade, há algum tempo que compreendo cada vez melhor a diferença entre estar sozinho e ser solitário (damn, isto soa muito melhor em Inglês!).

Falando por experiência própria, sentirmo-nos sozinhos pode ser horrível. E pior fica quando nos sentimos sozinhos no meio de muitas outras pessoas. Já me aconteceu — mais vezes do que as que podem imaginar. No entanto, ultrapassei o sentimento de estar mal sozinha. Acho que o primeiro passo foi, sem dúvida, compreender que estar sozinha até pode ser uma coisa boa.

Passar algum tempo sozinha é, de facto, algo poderoso. Permite-me absorver pensamentos, descontrair, afastar-me o suficiente das situações para as poder avaliar. Sentir-me-ia preocupada por passar tempo sozinha se passasse dias sem falar com pessoas. Claro que, muitas vezes, a única pessoa com quem falo num dia é a minha mãe. 

Nestes últimos dias, então, tenho andado um pouco desligada do mundo — o real e o tecnológico (apesar de consultar e-mails e o Instagram todos os dias) — e o meu tempo sozinha tem sido precioso para resolver conflitos interiores e, acima de tudo, para recuperar forças e meter a cabeça no lugar. Vêm aí meses complicados e, por muito que não goste de sofrer por antecipação, estar sozinha tem sido útil para não perder o foco e continuar concentrada.

Acho que preciso de estar sozinha para recuperar, para me sentir eu e, acima de tudo, para perceber que não sou solitária. Apenas aprecio o tempo que passo sozinha de uma forma diferente. Afinal, aquilo de que precisamos para lidar com a solidão é uma nova forma de a ver.


4 Theories So Far

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