DIÁRIO DE ESCRITA #2 - O CLUBE DOS ENCALHADOS

diário de escrita
Quando sei o que quero escrever mas não sei como escrever ou como colocar em palavras a imagem que quero recriar, costumo usar um post-it (se escrever à mão) ou adicionar uma chamada no word, com todos os pormenores que sei que quero incluir ali. Normalmente, não gosto desta técnica de passar à frente quando fico encalhada numa cena, mas uso-a porque só assim evito parar por completo, mesmo que saiba que tudo o que escrever posteriormente vai sair fragmentado. Hoje consegui finalmente desenvolver as duas cenas que tinha marcadas e consegui fazê-lo com tanta facilidade que ninguém diria que, algures, tinha tido dificuldade em escrevê-las.

Apesar de ter continuado a escrever quando não conseguia desenvolver estas cenas, havia sempre algo que me prendia e me deixava a pensar nas cenas que faltavam. É certo que tinha seguido em frente, mas nunca seguimos realmente em frente quando deixamos coisas por resolver no passado, não é? Quando as resolvi, tudo o resto que tenho já escrito e pensado tornou-se mais simples e vieram mais ideias: acontecimentos, o percurso das personagens, personagens que quero cortar, referências culturais, etc., etc. É engraçado como quando resolvemos algo parece que tudo o resto se resolve também! E é engraçado como isto soa a metáfora para a vida, mesmo sem ser de propósito.



LISBOA: MUSEU DOS COCHES

Museu Nacional dos Coches, Lisboa
Já passaram uns largos meses desde que, numa tarde de domingo, eu e a Garcês decidimos que queríamos fazer algo cultural e ir ao Museu Nacional dos Coches. O dia em que escolhemos para visitar o museu foi o dia da reabertura e, por isso, a entrada era gratuita – o que nos agradou muito. A visita foi há seis meses, mas, mesmo assim, queria escrever-vos sobre este museu.

O Museu dos Coches, apesar de ocupar um espaço novo e moderno, existe desde 1905, quando foi inaugurado, com o nome de Museu dos Coches Reaes, pela rainha D. Amélia d’Orleães e Bragança (casada com D. Carlos I). A primeira localização do museu foi, na realidade, bem próxima da actual, no local do Picadeiro Real (que também pode ser visitado, embora não o tenhamos feito). Agora, o museu fica na Avenida da Índia, mesmo ao lado da estação de comboios de Belém.


GNR NO CASINO LISBOA

GNR - Casino Lisboa
Nunca saberei quando foi a primeira vez que ouvi GNR. Eu sei que parece fatalista, mas é a verdade. Isto porque, possivelmente, a primeira vez que ouvi GNR deve ter sido quando ainda era um embrião na barriga da minha mãe. De todas as coisas que herdei da minha mãe, gostar de GNR deve ser a mais notória e aquela de que ela mais se orgulha. Quando, há uns meses, conseguimos finalmente completar a discografia da banda, em CD, foi uma vitória para mim também.

A minha mãe já os viu ao vivo muitas mais vezes do que eu, como é óbvio. A começar pela bela história do concerto de Alvalade, em 1992, ela já foi a concertos deles a que eu não fui. Mas eu nunca tinha ido a um concerto dos GNR a que ela não fosse. Mas ontem fui, embora me estivesse a sentir muito estranha por ir ver o Reininho e companhia sem a minha mãe.


3 ÁLBUNS FAVORITOS DO MOMENTO

álbuns favoritos do momento
Gosto muito de escrever sobre música e, ainda assim, escrevo tão pouco sobre ela. No entanto, como não queria encher-vos de publicações com temas semelhantes, hoje decidi falar-vos um bocadinho dos álbuns que mais tenho ouvido nas últimas semanas. Confesso que, quando estou a escrever, coloco música aleatória a tocar porque, sinceramente, o mais provável (se tudo estiver a correr bem) é que não vá prestar atenção ao que estou a ouvir. Mas também gosto de ter em reprodução os álbuns que mais estou a ouvir no momento e deixar-me inspirar um bocadinho pelas histórias que contam.


PORTO: LIVRARIA LELLO

Livraria Lello, Porto
Quando disse que ia ao Porto, a Livraria Lello foi o local de que mais ouvi falar: vais adorar, Sofia! É totalmente a tua cara! É mágico! Yada, yada, yada. É quase impossível falar no Porto sem mencionar esta mítica livraria da Rua das Carmelitas. Por isso, como é óbvio, tinha expectativas muito elevadas em relação ao local.

A Livraria Lello foi inaugurada em 1906 e era um negócio de família, dos irmãos José e António Lello. Por fora, a fachada foi pintada por José Bielman, com duas figuras a representar a arte e a ciência. Por dentro, a escadaria é, sem dúvida, aquilo para onde o nosso olhar se desvia inicialmente, mas os pormenores no tecto e nos pilares e as altas prateleiras cheias de livros não ficam esquecidos.