#RRSP17: 20 ANOS DE HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL

harry potter e a pedra filosofal
Vou confessar-vos: recebi este livro*, juntamente com o Cálice de Fogo, no Natal de 2004, quando tinha dez anos. Na altura, já havia adaptações cinematográficas dos primeiros livros, mas eu não as via. Todas aquelas criaturas... não gostava de ver os filmes. Só em 2005, quando vi o filme d'o Cálice de Fogo, é que decidi ler os livros que tinha.

Agora, imaginar a minha vida sem ter lido e visto a saga Harry Potter parece algo muito difícil, mas a verdade é que os filmes sempre estiveram muito mais presentes do que os livros, nos quais não peguei mais do que uma vez desde que li o último capítulo da saga, em 2007. No entanto, este ano decidi que ia inverter a situação e comecei o ano a reler o primeiro livro: Harry Potter e a Pedra Filosofal, que completa hoje vinte anos de existência — motivo pelo qual só estou a falar agora de um livro que li em Janeiro.


FRANKIE

frankie hot dogs
Não gosto de ir a cafés e restaurantes sozinha, principalmente a restaurantes. Acho toda aquela situação de estar ali a comer sozinha muito intimidadora. Apesar de me acontecer muito, prefiro mesmo ir com alguém a ir sozinha. Por isso, vou sempre adiando a minha estreia nos locais trendy e já toda a gente lá foi quando eu finalmente lá vou. Foi o caso do FRANKIE. Queria lá ir há muito tempo, mas a vontade de ir sozinha era nula. Então, no domingo passado, decidimos enfrentar o calor e lá fomos ao espaço do Campo Grande, provar os tão famosos cachorros quentes!

No Zomato tinha visto algumas críticas em relação ao facto de o espaço estar sempre cheio, mesmo ao fim-de-semana, mas tivemos sorte e só havia uma mesa ocupada quando chegámos, por volta das 12h30. Fomos logo bem recebidos e deram-nos algumas sugestões do que de melhor havia no menu. Eu escolhi um cachorro Sweet Mango, de salsicha de aves com cogumelos e legumes salteados, cebola caramelizada e molho de manga, e uma limonada de morango. A minha companhia optou por um Mac & Cheese, que além da salsicha Frankfurt tem ainda alface, rúcula, queijo parmesão e cheedar e tem mesmo mac & cheese, e por uma limonada normal.


AS MINHAS MANIAS DE ESCRITORA

manias de escritora
Que audácia esta de vir aqui designar-me como escritora! Anda uma pessoa a escrever há dez anos para agora vir aqui realmente dizer que é escritora! Não há condições! Isto cada um faz o que quer! Mas, verdade seja dita, já ando mesmo a escrever ficção (e não só) há dez anos (aiiiiiii, como assim 2007 já foi há 10 anos?) e com tanta gente a dizer que sou escritora eu acabo por ser influenciada...

Pronto, vou tentar falar um bocadinho mais a sério. A Inês, no seu Litteris, tem um rubrica muito interessante onde fala sobre as peculiaridades de vários escritores no seu processo de escrita: o Hemingway escrevia de pé (o que talvez deite por terra a teoria de que escrevia bêbedo, porque duvido da capacidade de se manter em pé com demasiado álcool no sangue), o Truman Capote escrevia deitado, etc. Ora, quando a Inês publicou o primeiro post da rubrica eu fiquei intrigada: mas toda a gente tem rotinas e manias de escritor? Toda a gente excepto... eu? Ai, não pode ser! Eis que passei os dias seguintes a tentar perceber quais eram as minhas, mas, claro, estava a fazê-lo de forma tão consciente que percebia que não era natural.

Então, depois de uns tempos, comecei a apontar cada vez que notava algo. E, meus caros, eu tenho muitas manias! Algumas nem são bem manias, são rituais (de escrita, não satânicos) ou rotinas tão enraizadas que já mal as noto. Ora, vamos lá a isto!



VOLTAR. MESMO QUANDO FALTAM PALAVRAS

voltar.
Pensei muito no que iria escrever aqui, neste texto. Iria agradecer a bombeiros, forças de segurança, médicos, enfermeiros, veterinários e aos jornalistas que têm feito um bom trabalho (porque há os que não têm feito um bom trabalho). Talvez acrescentasse algumas palavras de força para quem ainda vive o pesadelo que parece não acabar. Mas nada disso parecia suficiente. Chorei muito nestes dias, por pessoas e sítios que não conheço. Faltavam-me palavras. Ainda faltam. Mas é tempo de engolir em seco e voltar, procurar palavras e tentar.

Agora, é tempo de ver as vossas recomendações para o Porto e organizar tudo, enquanto conto os dias para ir. É tempo de terminar trabalhos (faltam dois trabalhos e outros dois módulos) e avançar no projecto final da Pós-Graduação. É tempo de terminar este livro de Saramago (e finalmente poder dizer que li um livro dele do início ao fim!). É tempo de secar lágrimas, esperar respostas e continuar. A vida não pára, mesmo quando dava jeito uma pausa. Quais são os vossos planos para estes primeiros dias de Verão? 


O blog retomará as suas publicações regulares na quarta-feira. Até lá, vamos respeitar estes dias de luto nacional e contribuir para ajudar, da melhor forma que conseguirmos (como, aliás, já o fiz).

Para informações sobre como ajudar os Bombeiros e as vítimas do incêndio em Pedrógão Grande: aqui.